Blog do Protógenes

24/07/2009

QUANTO É ?

 

Ao povo brasileiro e aos internautas: A revista "Quanto É "  ( ISTO É ) que chega às bancas este final de semana, está preparando mais uma ofensiva ardilosa e vil contra mim, a equipe de policiais e a operação Satiagraha, ao entrevistar o banqueiro bandido e condenado, Daniel Dantas, lançando ilações no resultado operacional da investigação policial de combate à corrupção, crimes financeiros, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa.

 

A preparação da pretendida calúnia, difamação ou injúria está caracterizada via e-mail a seguir reproduzido:

 

ISTOÉ - URG
Cláudio DantasCaro Dr. Protógenes, o Daniel Dantas deu entrevista para a Istoé dizendo que ...
01:40 (13 horas atrás)

Cláudio DantasCarregando...01:40 (13 horas atrás)
 Responder |Cláudio Dantas para mim
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Caro Dr. Protógenes,

o Daniel Dantas deu entrevista para a Istoé dizendo que o senhor é desonesto, e que a Satiagraha teria sido paga com dinheiro de partes interessadas. Diz que o dinheiro foi apreendido na casa de Hugo Chicaroni foi plantado e que muitas provas foram forjadas.
 

Poderia se pronunciar sobre essas acusaçõe, por gentileza? Pode me ligar, por favor. A entrevista será publicada na edição do fim de semana, e estamos ouvindo vários outros personagens citados pelo DD, ok
 
 
Muito obrigado,
 

Claudio Dantas Sequeira
Revista IstoÉ - Brasília
55 61 3321-1212
55 61 8177-2494

 

Portanto, a exemplo das matérias anteriormente produzidas pela dita revista, não merecem qualquer tipo de pronunciamento ou comentário a respeito de assuntos mentirosos e nefastos, pois esse veículo de comunicação tem comportamento duvidoso, em razão de suas ligações históricas e de interesses empresarias e corporativos com o grupo do banqueiro, bandido e condenado, Daniel Dantas.


Ademais, a revista em comento tem um histórico que credencia muito bem o seu compromisso com a mentira. Veja:

IstoÉ é condenada por acusar juiz sem provas

REVISTA ISTO É É DO PRÓPRIO DANIEL DANTAS. ALGUMA REVISTA ESCREVERIA CONTRA O SEU DONO

Por Protógenes Queiroz às 10h40


 
20/07/2009

SEGUNDA DENÚNCIA CONTRA DANIEL DANTAS

Ao povo brasileiro e aos internautas, a Justiça Federal paulista recebe mais uma denúncia e torna réus o banqueiro condenado Daniel Dantas e mais 13 investigados na Satiagraha.

A decisão é do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira (20) denúncia contra o sócio-fundador do banco Opportunity e mais 13 pessoas, ofertada pelo Procurador da República em São Paulo Rodrigo De Grandis.

O juiz determinou ainda a abertura de três novos inquéritos para aprofundar as investigações da Operação Satiagraha, ligada na denúncia a outro escândalo, o do mensalão.

O banqueiro Daniel Dantas foi condenado a dez anos de prisão por corrupção ativa e responde o processo em liberdade na primeira fase da operação satiagraha.

Um dos inquéritos servirá para aprofundar a participação de pessoas investigadas e não denunciadas inicialmente, como o ex-deputado federal Luís Eduardo Greenhalgh e Carlos Rodenburg (ex-cunhado e sócio de Dantas).

Outro deles apurará crimes financeiros na aquisição do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi, e, por fim, uma das investigações será de evasões de divisas supostamente praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.

Ressalto que as novas investigações requisitadas, já estavam nos pedidos do primeiro relatório que apresentei na primeira fase da operação satiagraha e só confirmam todos os dados coletados anteriormente.

Contra o banqueiro Daniel Dantas, pesam as acusações de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de quadrilha e organização criminosa.

 

O Opportunity foi apontado como parte de um esquema que desembocaria no chamado "valerioduto", do escândalo do mensalão. Segundo a Procuradoria, por meio da Brasil Telecom, o grupo teria financiado contas pertencentes ao publicitário Marcos Valério, utilizadas no desvio de dinheiro público para o pagamento de parlamentares em troca de apoio político. Este esquema está sendo processo perante o STF.

 

Segundo o MPF, a Brasil Telecom firmou dois contratos superiores a R$ 50 milhões com as empresas de Valério -DNA Propaganda e SMP&B.

 

Registro aqui segundo informações divulgadas pela grande mídia, que na denúncia o MPF afirma que as investigações constataram que o banqueiro condenado Daniel Dantas, o presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, e a irmã do banqueiro, Verônica Valente Dantas, constituíram "um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos".

 

A referida decisão determina que à corretora BNY Mellon a liquidação do Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações em até 48 horas depois de ser notificado.

 

O dinheiro apurado com a venda dos papéis do fundo será depositado na Caixa Econômica Federal e sujeito a correção. Caso os réus forem condenados, perderão os valores.

  • Saulo Cruz/Agência Câmara
  • As acusações contra cada um dos réus na operação policial Satiagraha:

 

Daniel Valente Dantas, controlador do grupo Opportunity

Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

 Verônica Valente Dantas, sócia e irmã de Dantas

Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

 Dório Ferman, presidente do banco Opportunity

Formação de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, gestão temerária de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

 Itamar Benigno Filho, diretor do banco

Gestão temerária de instituição financeira e participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira

 

 Danielle Silbergleid Ninnio, ex-assessora jurídica da BrTelecom

Formação de quadrilha e organização criminosa

 

 Norberto Aguiar Tomaz, diretor do banco

Lavagem de dinheiro

 

 Eduardo Penido Monteiro, diretor do banco

Lavagem de dinheiro

 

 Rodrigo Bhering Andrade, diretor de empresas ligadas ao grupo

Gestão fraudulenta de instituição financeira

 

 Maria Amália Delfim de Melo Coutrim, conselheira de empresas do grupo

Gestão fraudulenta de instituição financeira

 

 Humberto José Rocha Braz, ex-diretor da Brasil Telecom e atual consultor do grupo Opportunity

Formação de quadrilha e organização criminosa e duas lavagens de dinheiro

 

 Carla Cicco, ex-presidente da Brasil Telecom

Gestão fraudulenta de instituição financeira

 

 Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, lobista do Opportunitty

Formação de quadrilha e organização criminosa

 

 Roberto Figueiredo do Amaral, lobista e consultor

Formação de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro

 

 William Yu, consultor financeiro

Formação de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  

Por Protógenes Queiroz às 22h01


 

PROTÓGENES salva o Corinthians "da máfia"

Protógenes fala de futebol e diz que salvou Corinthians "da máfia"

Eliano Jorge
Especial para o UOL
Em Salvador
 
Embora seja botafoguense, Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal, sente-se orgulhoso pela boa fase corintiana. Acredita que seu trabalho salvou o Corinthians, ao descobrir irregularidades da empresa parceira MSI.

QUEM É PROTÓGENES QUEIROZ
Folha Imagem
Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz ficou famoso ao comandar a operação Satiagraha, que investigou desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, culminando em 2008 com a prisão de banqueiros, diretores de bancos e investidores, incluindo Daniel Dantas, presidente do grupo Opportunity. Depois, ele acabou sendo afastado do comando das investigações.

Entre outros casos, Protógenes também investigou as acusações de lavagem de dinheiro e de remessas irregulares de divisas supostamente feitas pela parceria entre o Corinthians e o fundo de investimentos MSI.
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Queiroz ainda comandou a prisão de apostadores e dois árbitros no escândalo de arbitragem das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2005. O trabalho o credenciou a ingressar na Comissão de Estádios e Segurança da Fifa, no ano seguinte. Hoje, é um dos 10 membros, junto com representantes de Egito, Japão, EUA, Nigéria, Eire, Sérvia, Malásia, Nova Zelândia e Bermudas, que discutem medidas de combate à corrupção no futebol e de segurança em estádios.

De passagem por sua terra natal, Salvador, nesta semana, num momento de sossego do turbilhão da operação Satiagraha, Queiroz falou sobre os crimes que têm perturbado o futebol internacional. Ele afirma, convicto, que o futebol inglês, hoje o mais poderoso esportiva e economicamente, está tomado por máfias.

Como o senhor chegou à Fifa?
O primeiro país no mundo a apresentar um trabalho concreto, eficaz, e a identificar o problema de corrupção no futebol foi o Brasil, através desse trabalho que eu coordenei (contra a Máfia do Apito, em 2005). Aí me chamaram para fazer uma palestra na Fifa e, por intermédio do presidente (da CBF) Ricardo Teixeira, interlocutor desse contato, me falaram que eu não poderia ficar fora desse projeto de proteger o futebol no mundo. Falei: "Se vocês não tomarem uma providência hoje com relação a lavagem de dinheiro, transferência de jogadores, crianças enviadas para outros países - o que parece mais tráfico de seres humanos do que visando ao próprio futebol -, os senhores não vão estar mais nestas cadeiras, essa comissão vai deixar de existir e a Fifa vai deixar de ser uma entidade internacional de credibilidade no esporte. Aí me convidaram para ser integrante e tive autorização dos meus superiores na Polícia Federal e no Ministério da Justiça. Foi concluído o trabalho que fizemos, muito duro, para reprimir a contaminação do futebol internacional pelas máfias organizadas, que tinham objetivo de lavar de dinheiro, implementar jogos de apostas clandestinos, manipular resultados. Isso teve reflexo na Itália, na Alemanha, identificamos problemas crônicos na Inglaterra, que hoje é tomada por organizações criminosas e está contaminada.

Qual a prova desta contaminação?
Hoje há uma discussão muito grande a respeito de alguns jogos na Inglaterra que são suspeitos de manipulação. Alguns clubes são de um investidor só. Isso é muito grave. O clube não está na mão de torcedores, e sim de um investidor que faz o que bem entender. O Chelsea pertence a Roman Abramovich, que é dono de outros clubes de lá. O maior exemplo de resistência a este assédio de investimento internacional é o Barcelona, que vive de contribuições dos próprios torcedores. Portugal já tem problemas com clubes-empresas, pois em muitos não se sabe a quem pertence o controle acionário.

Há suspeitas sobre o Real Madrid, que teria dívidas de R$ 400 milhões e estaria gastando quantia semelhante em novas contratações agora.
Sim, não posso afirmar que ele é totalmente tomado por investidores, mas há um perigo aí bem visível. A gente tinha que dar um rumo ao futebol internacional no caminho do bem. Na Inglaterra, pseudo-empresários são donos de mais de um clube e podem fazer resultado a hora em que eles quiserem: "Hoje você vai perder; hoje, vai ganhar". Isso é ruim para o futebol que queremos. O presidente atual, Joseph Blatter, é incansável, imbatível, implacável e responsável no combate a qualquer ato que venha a prejudicar o funcionamento do futebol ou corrupção e desvio de função. É um dos grandes líderes desse processo, uma linha sucessória criada pelo então presidente João Havelange, que solidificou esse pensamento por mais de 20 anos.

E quais as providências quanto às acusações de um jornalista alemão, ano passado, em relação à manipulação de quatro jogos na Copa de 2006, inclusive de Brasil 3x0 Gana?
A Fifa tomou providência, inclusive de situações até menores, de venda de ingressos. Não posso falar diretamente pela Fifa, o que relato é a respeito do que presenciei e a imprensa veiculou, aquilo que coordenei de investigação e participei. Mas praticamente erradicamos a lavagem de dinheiro no futebol internacional. Ainda podem existir indícios, mas a Fifa mantém o alerta.

Há vários casos de correspondência clara entre grupos mafiosos e clubes que se tornaram fortes nestas localidades, como por exemplo o Napoli (Itália), o América de Cáli e o Nacional de Medellín (Colômbia) na década de 1980...
O Chelsea! O Chelsea, que nunca foi clube grande, agora o Indios, de Ciudad Juarez (México), que subiu para a primeira divisão mexicana pela primeira vez. Identificamos e criamos instrumentos para evitar esta contaminação. E os resultados são claros. No Brasil, havia um caminho pavimentado para a tomada de assalto por grupos mafiosos que foi interrompida pelo trabalho que fiz. Hoje o futebol brasileiro é liberto dessas organizações mafiosas. Tem desmandos de administração de alguns clubes, mas que são resolvidas internamente por nós, brasileiros. Chegaram a tangenciar alguns clubes. O primeiro grupo criminoso (MSI) que esteve no Brasil foi liderado pelo oligarca russo Boris Berezovsky, com o iraniano Kia Joorabchian. A proposta deles era investir em clubes brasileiros, trazendo muitos recursos para sanear as dívidas. O Corinthians foi escolhido porque é o clube de coração do presidente da República, isto criava, assim, uma facilidade maior desses grupos criminosos de ter uma facilidade, uma simpatia por órgãos do governo. Mas o objetivo era se apoderar dos grandes clubes do Brasil.

Até onde conseguiram ir?
Apenas se apoderar do Corinthians. Com esta operação que coordenei, eu praticamente rescindi esse elo criminoso, com a investigação, desbaratando essa grande organização com indícios de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros correlatos. Se o Corinthians é hoje um clube na primeira divisão, campeão (paulista e da Copa do Brasil de 2009), com uma trajetória muito boa, é graças a um trabalho que eu executei de impedir que essas máfias internacionais tomassem conta de um dos clubes de maior importância. Também consegui identificar proximidades com outros grandes clubes: Flamengo, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro...

Que proximidade?
Oferecendo recursos para os clubes saldarem suas dívidas. Tentaram se infiltrar adquirindo contratos de jogadores de muitos clubes. Fiz um trabalho também com a Procuradoria Federal da Rússia para auxiliar nas investigações que envolviam estes mesmos elementos que atuavam no Brasil. Obtivemos muito sucesso porque isso impediu a articulação desse grupo na própria República da Rússia, que estava ameaçada por este grupo. Berezovski não pode voltar à Rússia. Se voltar, ele é preso.

Como foi aquela operação de prontidão na passagem dele pelo Brasil?
Eu o prendi. Berezovsky exibiu vários cartões, documentos, uma espécie de salvo-conduto na hora em que foi detido no aeroporto internacional, mas isso, para mim, de nada valeu porque os indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro eram muito fortes em relação a ele e ao grupo que ele liderava. Mapeamos todos os contatos que ele tinha no Brasil, muita gente importante. Ele tentava até sair com alguns segredos, negociar a Varig na época e também investir na Petrobras. E eu falei que, naquele momento, era um criminoso e não estava autorizado a investir no meu país e especialmente na Petrobras. Eu apreendi documentos comprometedores desse esquema criminoso que ele liderava para se apoderar de algumas riquezas do país. Já estávamos monitorando os passos dele. Quando ele ingressou no Brasil, nós o acompanhamos; quando ele ia sair, nós o prendemos porque estava saindo com alguns documentos comprometedores, não só da Petrobras, como de outros clubes e negócios em outros países.

E os clubes patrocinados por sites e casas de apostas?
Esses clubes são comprometidos. Tinha um esquema clandestino de apostas que desbaratamos, coincidentemente vindo com esses oligarcas russos que estavam querendo se apoderar do futebol brasileiro. Não detectamos se há uma relação direta ou indireta. Em outros países, é um problema crônico. Na Ásia, as apostas superam as expectativas de negócios, isso faz parte da cultura deles.

Jornalistas mostraram falhas de segurança, na Copa das Confederações, em julho, na África do Sul. Os estádios estavam desprotegidos até para ameaças de terrorismo.
Quanto à ameaça de atentados para ceifar vidas de pessoas inocentes, acreditamos que há um histórico primário no futebol. Somos 208 países e tencionamos produzir espetáculo, por outro lado temos que considerar que essas ameaças não são preponderantes no futebol. Até porque muitas questões internacionais, muitas diferenças, étnica, religiosa, política, no âmbito do futebol não existem. Há responsabilidade e comprometimento dos chefes de Estado e das pessoas envolvidas nesse grande espetáculo com a segurança do evento. Não significa dizer que estamos inertes ou despreocupados com o que possa acontecer. Há planejamento. Dia 21 de agosto, vamos fazer um workshop, em Assunção (Paraguai), visando exatamente ao problema da segurança de estádio, primariamente a segurança dos torcedores.

Ano passado, houve uma tragédia lá (em Assunção), no principal estádio (Defensores Del Chaco).
Por isso, o workshop será lá. Se não tiver segurança e paz, dentro ou nas imediações do estádio, temos convicção de que não se pode ter jogo.

Mas hoje a violência de torcidas está mais relacionada a confrontos fora do estádio, não?
Sim, fora do estádio é também preocupação nossa. Ter a garantia de que o torcedor vai sair de sua casa e vai assistir ao espetáculo se sentindo seguro e nada vai acontecer. Contamos também com a colaboração das autoridades afetas à área de segurança pública. Tem que ter um comprometimento dos órgãos de segurança das cidades, é um problema mundial. Nossa comissão estuda como ter um padrão de "estádio Fifa" para recepcionar os espetáculos internacionais, discute qual seria o melhor padrão, mas, na minha avaliação particular, hoje não existe nenhum estádio. Existem estádios que podem, juntando seus atributos, formar um estádio ideal. Isoladamente, não.

Por Protógenes Queiroz às 03h06


 
19/07/2009

CONSÓRCIO CRIMINOSO - tentativa de emboscada fracassa

 

 

Ao povo brasileiro e aos internautas: Hoje, em São Paulo, por volta das 13h30, nas imediações da Rua Vergueiro com início da Av. Anchieta, em direção do ABC,  percebi que o pneu do carro que dirigia estava furado. Parei no acostamento próximo ao posto da Polícia Militar. Ato contínuo notei que dois carros, um Fiat Uno, cor preta  e um Vectra dourado, possivelmente ano 96, de placas BDP 9091 - São Paulo, encostaram logo atrás.

 

Ao perceber a situação suspeita, de emboscada,  arranquei com o carro mesmo com o pneu furado. Entrei em uma rua onde haviam alguns caminhões estacionados e parei para telefonar e avisar os colegas. 

 

Em seguida, um jovem oriental usando boné, aproximou-se e pediu que eu o acompanhasse a seu carro que estava parado ali perto. Argumentei que não podia ajudá-lo e, ainda que com o pneu furado, continuei dirigindo e consegui chegar a um lava-jato. Continuei a ser seguido.

 

Desta vez apenas pelo Vectra, que novamente parou próximo ao local onde eu estava. Deste carro sairam  dois orientais, sendo o jovem de boné com idade entre 25 e 30 anos e, outro com aproximadamente 45 ou 50 anos.

 

Ao confirmar naquele momento o perigo que  estava correndo entrei no carro sai a procura de uma oficina ou borracheiro para tentar resolver o problema do pneu furado. Quando percebi que novamente a perseguição continuava, e no Vectra os dois orientais, utilizei técnica especial de direção defensiva e consegui me livrar graças a um cavalo-de-pau. Mesmo assim continuaram tentando me acompanhar a uma certa distância. Parei no posto de gasolina da Petrobras para buscar auxilio, momento que avistei uma patrulha da Polícia Militar passando no local. Informei a situação e o acontecido, apontando para o veículo parado que fugiu em disparada não logrando êxito alcançá-lo.

 

Deixo aqui o registro da situação suspeita que vem ocorrendo por onde eu me desloco, quase que diariamente, bem como uma homenagem aos valorosos colegas policias brasileiros, em especial as escoltas de Policiais Militares do Estado de São Paulo, que me auxiliaram e conseguiram evitar o mal maior.

 

E aviso aos meus inimigos que a partir de hoje, além de escolta, tudo que acontece ao meu redor está sendo devidamente registrado e monitorado. Não curvarei ou me intimidarei de meus propósitos, seja como Delegado de Polícia Federal, cidadão brasileiro e sobretudo como um pai determinado a proteger a família.

Por Protógenes Queiroz às 23h30


 
Sobre o autor

Protógenes Queiroz é delegado da Polícia Federal. Foi quem efetuou a prisão de Paulo Maluf, do contrabandista Law Kin Chong, Daniel Dantas (banqueiro), Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Estiveram sob sua coordenação, em parceria com a Promotoria de São Paulo investigações do caso Corinthians/MSI , por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Queiroz também presidiu o inquérito sobre remessas ilegais de dinheiro para paraísos fiscais, que desvendaram movimentações de cerca de cinco milhões de dólares, das quais o ex-prefeito Celso Pitta seria o principal beneficiário.

Sobre o blog

A finalidade do blog é discutir e ampliar o debate sobre a corrupção no Brasil, a este antigo mal que corrói as instituições e os Poderes constituídos. Na lista de 2006 dos 163 países nominados pela Transparency International, o Brasil já aparecia, à época, ocupando a 70ª posição -, ao lado da Índia, China e México. É necessário enfrentarmos os problemas, uma vez que se torna mais fácil conquistar a soberania de um país dividido, sem identidade e corrompido, ao invés de uma pátria forte, convicta e esclarecida.

Histórico


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